O começo: “Comecei a fazer livros quando criança, uma época boa para começar. Meu pai, jornalista, me deu uma força, mas para você ter uma idéia eu fiz Direito. No quinto ano de faculdade, mas sempre desenhando, comecei a fazer Artes Gráficas. Então, me formei como advogado, apesar de nunca exercer a profissão, no mesmo ano em que tomei pau em desenho.”
Influência: “Todo mundo tem, quanto mais, melhor. A formação de artista vai muito de influência, a partir daí que você personaliza seu trabalho. O problema é ser totalmente influenciado, aí vira uma cópia e o trabalho fica pobre. Um grande mestre para mim é Steinberg. Acredito que é uma influência para todos os cartunistas brasileiros. Os artistas plásticos, como Renoir, também Pablo Picasso, que todos se inspiram, e Ziraldo, pelo qual eu tenho grande admiração, fecham minha lista.”
Relação livro, desenho e texto: “Eu e Marcelo Xavier fizemos juntos a Oficina Mágica, que funcionava como um ateliê. Então um editor nos deu a idéia de ilustrarmos livros com nossas produções. Assim me introduzi na literatura, mas não me considero um escritor. Sou um desenhista que escreve.”
Papel: “Você sabia que papel dorme? E quando ele acorda, podemos transformá-lo no que a imaginação mandar. Toda escola que eu conheço tem cola e papel, então resolvi utilizar esse material para me aproximar dos alunos. Quem ilustra, acaba que escreve. Dessa forma, o Fórum das Letrinhas deveria se chamar Fórum das Letrinhas e dos Desenhinhos.”
Entrevista por Luana Viana e Luiza Lourenço com a colaboração de Lorena Caminhas e Simião Castro
Foto por Luana Viana.
