Sexta-feira, 7 de novembro de 2008.
16h30
O tempo e a originalidade entram em atrito na discussão sobre “os livros que não existem mais”, por Jacyntho Lins Brandão e Roger Chartier, com mediação de Maria Clara Versiani Galery.
Jacyntho Lins Brandão é escritor e professor de grego na UFMG, e em sua conversa afirma a importância dos documentos e fragmentos históricos na formação da memória humana. A perda de tais objetos possui significativa ruptura em determinado espaço de tempo. O escritor ainda aborda a diminuição da originalidade de uma obra diante do tempo, versões e traduções, uma vez que o contexto de uma época muda a medida que a linguagem evolui, ocasionando a necessidade de massificação do conteúdo. Ou seja, o alto volume de reedições causa divergências entre o original e as inúmeras copias.
A mediadora Maria Clara Versiani Galery, professora de letras na UFOP, atua como elo contextualizador entre as a apresentações, e conduz para que Roger Chatier, professor francês e especialista em História das Práticas Culturais e História da Leitura, inicie a elaboração de seu tema.
Chartier destaca as mudanças significativas que a alteração de formatos de apresentação, como convergir um livro em uma peça teatral, causa na intencionalidade inicial do autor. O escritor exemplifica através de Shakespeare e Miguel de Cervantes, autores de teatro e romance, respectivamente. O primeiro obteve traduções de peças para livros, enquanto Cervantes recebeu obras transcritas em versões teatrais.
A preocupação com a manutenção dos valores de obra de arte e conservação do conteúdo original como instrumento da memória, se mantiveram com importantes inferências durante o diálogo.
Texto por Enrico Mencarelli, colaboração por Douglas Gomides

Fez um trabalho digno de um grande jornalista. Parabens !! Continue assim, e um dia terá um futuro repleto de seucesso.
Boa Sorte.