Sexta-feira, 7 de novembro de 2008.
19h00
Emocionante. Essa é a palavra que mais define o encontro dessa noite.
Rubem Alves, poeta, escritor e professor de filosofia da Unicamp, e Elisa Lucinda, jornalista, poetisa e amante das artes, se apresentaram num delicioso encontro. Eu, francamente, não saberia redigir esse texto de outra maneira que não fosse carregado de toda a emoção que senti ao longo dessa conversa.
O título da mesa literária carrega o nome do livro de poesia recém-lançado pelos dois convidados: “Poesia do encontro”. Elisa Lucinda, com toda sua efusão e seus mais ou menos 20 livros na mesinha de vidro ao lado, soube levar essa conversa carregada de toda a emoção que se possa imaginar. A autora diz que ao declamar uma poesia, sente uma oscilação em seus batimentos cardíacos, uma sede, uma vontade de incorporar, de viver a poesia. Como diz Rubem Alves, encontra seu “estado de possessão”.
A poesia por Lucinda é calma e veloz, é frágil e feroz. Tem um balanço, uma entonação, um volume que vai do mais alto e gritante até o mais mansinho que já se viu. Lucinda domou o público, num resultado dotado de muitas risadas, muita emoção e – por que não? – lágrimas.
Rubem Alves citou alguns trechos de poemas com tanta sensibilidade e virtude que jamais presenciei antes. O poeta diz que a emoção que ele monta suas poesias rebate no olhar do público, e este não sabe se ri ou se chora. “A poesia nos ensina a ver”, diz.
A todo o instante, a pele se arrepiava, o coração batia diferente e as lágrimas escorriam sem que se percebesse. Era a poesia domando o ser, invadindo sua alma e se alojando lá, quietinha, quietinha… mas muda, jamais.
Texto por Tábata Romero
Foto por Tábata Romero

adorei a foto
natural e alegre..!
bom clique