Leituras filosóficas, poéticas e musicais na Igreja São Francisco de Assis

Um céu nublado, um dia quente e a Igreja São Francisco de Assis lotada. Foi esse o cenário da programação do Fórum das Letras nessa manhã de sábado.

Leitura da Igreja São Francisco de Assis
Guiomar de Grammont e Maurício Monteiro fizeram uma leitura da Igreja São Francisco de Assis, considerada uma das maiores obras do Barroco Mineiro.
Grammont nos ofereceu uma abordagem completa do contexto cultural em que a Igreja foi idealizada e construída. Detalhou e relacionou os contextos sociais, culturais e econômicos da época colonial, proporcionando uma compreensão de signos além da apreciação puramente visual da arte ali representada.
Já Monteiro apontou inúmeros signos implícitos nas pinturas de Manuel da Costa Ataíde e na arquitetura de Aleijadinho. Palavras, símbolos e objetos que, à primeira vista, passam despretensiosos pela nossa vista, foram analisados de maneira desmistificadora.

Música na Igreja São Francisco de Assis

A Orquestra Filarmônica de Minas Gerais se apresentou à frente dos altares da Igreja, num espetáculo maravilhoso revestido com a magia da música e da história.
Fabio Mechetti, diretor musical e regente, anunciou o programa musical como um traço entre o Barroco Mineiro e o Classicismo Europeu. Compuseram o programa obras de Johann Sebastian Bach e Wolfgang Amadeus Mozart.
A Orquestra, composta por mais de 65 músicos, se apresentou com um número menor de músicos devido o espaço reduzido da Igreja, porém esses, sem dúvida, realizaram um espetáculo que encantou os presentes.

A Orquestra na Igreja. Foto por Felipe Bianchi.

A Orquestra na Igreja. Foto por Felipe Bianchi.

Performance poética no adro da Igreja São Francisco de Assis
Ao fim da apresentação musical, ouvia-se vozes a declamar entusiasmadamente poesias. Tratava-se do grupo Antiatro Experimentos Cênicos. Palavras que se encontravam no ar, papéis arremessados aos ventos e um acompanhamento musical com um pé no jazz e outro em música tribal foram os componentes da atuação impecável do grupo de seis ou sete artistas vestidos de preto e vermelho e com os olhos semi-vendados.
O verso mais marcante foi declamado em uníssono: “Vila Rica de outro Preto”, seguido de menções à exploração do ouro na região.

Postado por Felipe Bianchi

Publicado em: on 8 Novembro, 2008 at 7:49 pm Deixe um comentário

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