Conversa com Lobão e Nelson Motta

Quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Foto por Tábata Romero

Nelson Motta e Lobão

Por volta das quatro horas e meia da tarde, um envolvente encontro com Lobão (cantor, instrumentista e compositor) e Nelson Motta (jornalista, escritor e compositor) aconteceu no Centro de Convenções de Ouro Preto. A informalidade dessa apresentação, que funciona como um bate papo entre amigos, fica evidente quando Nelson Motta e Lobão introduzem a conversa citando Tim Maia, reconhecido por eles como o “primeiro músico independente no Brasil”, mostrando que há a possibilidade de ser independente e atingir o público. Lobão diz que a caretice do “politicamente correto”, do padrão aceitável, impede a espontaneidade dos criadores, os artistas.

Destacam que ser independente não é só o fato de um artista não possuir gravadora, mas todo um contexto de comportamento e personalidade que deve ser inserido sob este estigma. O independente seria o livre.

O tom de critica surge no momento em que se trata dos métodos adotados pelos artistas para veiculação de suas músicas: o jabá nas gravadoras. Comentam que o início da produção musical brasileira é marcado por corrupção através de contratos exploradores e abuso da imagem dos artistas.

A internet e toda abrangência proporcionada pela rede, é reconhecida pelos compositores como ”combustível do cenário independente”. A amplitude do tudo em qualquer lugar adicionada ao imaginário glamoroso do rádio causa o desabamento da hegemonia comercial atingida pelas gravadoras. Porém, ao mesmo tempo em que nunca se foi tão fácil gravar, se torna cada vez mais difícil alcançar o sucesso. A democratização do espaço, a popularização da produção tem como conseqüência a aparição dos ídolos regionais, que surgem para substituir a exacerbação dos ícones mundiais. O lucro não está mais presente na venda de CDs, já que downloads de músicas são mais fáceis e baratos, aumentando a valorização da apresentação ao vivo.

Defendem que tecnologia não é sinônimo de sucesso, e que o talento é insubstituível. O exibicionismo ocorrente devido à falsa imagem dos “15 minutos de fama” apresenta como resultado o acúmulo de pseudo-artistas, que em busca do sucesso, invadem os veículos de comunicação com produções muitas vezes mal realizadas e sem contribuição alguma. Apontam como estratégia o bom senso: saber ouvir, lidar bem com palpites e com o orgulho remete, quando existe talento, em resultados excelentes, que durante a conversa foram evidenciados como principal conquista de um artista.

Texto por Enrico Mencarelli

Foto por Tábata Romero

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Published in: on 5 novembro, 2008 at 10:44 pm  Comments (2)  

Mário Vale no Fórum das Letrinhas

Quarta-feira, 05 de Novembro.

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foto por Luiza Lourenço

Aconteceu às 14h30, no Fórum das Letrinhas, um bate-papo com Mário Vale. Autor de livros infantis, cartunista, desenhista, artista plástico e colunista, Vale trocou o microfone por papel, cola, tesoura e deu uma aula artística para as crianças presentes. Conforme fazia seus recortes, respondia as perguntas feitas pelos alunos, que mostravam enorme interesse pelo escritor. Apesar da pouca idade, a curiosidade era grande. Perguntas que variavam do porquê da cor escolhida para um personagem principal de seu livro até como surgiu o interesse pela literatura, davam o tom de brincadera e descontração da apresentação.O entusiasmo foi maior quando Vale apresentou suas obras, entra elas Picote, seu livro infantil mais famoso.O evento ocorreu no Teatro Municipal Casa da Ópera de Ouro Preto e contou também com a apresentação do Grupo de teatro Companhia Artificial, formada em Maio de 2008 por alunos de Artes Cênicas da Universidade Federal de Ouro Preto.  A apresentação consistiu na adaptação do livro “O Palhaço Sem Graça” de Mário Vale e contou com a mesma  criatividade e o dinamismo que seus livros trazem.  Segundo João Paulo, ator da peça apresentada, representar para crianças é uma grande responsabilidade, já que elas estão sempre atentas ao que acontece dentro e fora de cena. O mais importante para o ator é mexer com o lúdico, brincar com os sonhos das crianças.

Confira entrevista com Mario Vale em  https://palavrasemrede.wordpress.com/category/entrevistas/

postado por Luana Viana e Luiza Lourenço

Published in: on 5 novembro, 2008 at 8:52 pm  Deixe um comentário  

Sobre o blog

Logotipo Fórum das Letras 2008

O blog “Palavras em Rede” é produzido por alunos da primeira turma de Jornalismo da UFOP, e se propõe a realizar uma cobertura em tempo real, com notas e resenhas sobre as palestras. Além disso, apresentará um apanhado geral ao fim de cada dia, com informações extras, bastidores, opinião do público, história do evento, fotografias, vídeos e muito mais.

Contamos com a participação de todos, interagindo conosco através dos comentários no blog e participando de discussões em torno das questões que permeiam o evento.

Agradecemos desde já a atenção e convidamos todos à comparecer ao Fórum das Letras 2008 e participar da cobertura da forma que quiserem e puderem.

O nosso e-mail está a disposição para sugestões, dúvidas e idéias: letraaletraufop@gmail.com

Atenciosamente,

Equipe Blog “Palavras em Rede”

Júlia Abrão, Felipe Bianchi, Luiza Lourenço, Luana Viana, Tabata Romero, Enrico Mencarelli e Douglas Gomides (orientados por Fernando Resende)

Postado por: Felipe Bianchi dos Santos e Júlia Abrão

Published in: on 5 novembro, 2008 at 6:17 pm  Deixe um comentário  

Programação

Confira a programação completa no site oficial do evento ( www.forumdasletras.ufop.br ), na parte “Programação”. Além da programação geral, relatada abaixo, você ficará por dentro do que acontecerá no Fórum das Letrinhas, na Via-Sacra Poética, programação especial e exposições relacionadas ao Fórum das Letras 2008. Pelo site, ainda poderá conferir informações sobre todos os autores e escritores que participarão desta 4ª edição do Fórum das Letras. Com essas informações, você pode até ter um melhor entendimento das palestras, traçando relações contextuais do que é dito nas atividades com o histórico e o conteúdo das obras dos palestrantes.

PROGRAMAÇÃO GERAL

QUARTA-FEIRA, 5 DE NOVEMBRO

16h30: “Conversa sobre o universo paralelo: a cena independente no Brasil”
Lobão e Nelson Motta

Segundo o Lobão “o universo paralelo é uma ação multilateral que busca dar novas soluções para o show business, a indústria fonográfica e a música em geral. Por que não dizer, para a arte do mundo inteiro?!!!” Venha debater essas idéias com dois dos maiores expoentes da cena musical e literária no Brasil de hoje.

18h30: “Memória e ressentimento”
Azriel Bibliowicz (Colômbia), Moacyr Scliar, Tatiana Salem Levy. Mediação Moacir Amâncio

A literatura como redenção, do autor e dos seus leitores, através do processo de reinventar o passado. A memória como um exercício de imaginação que conduz, não apenas à superação da experiência, mas também, muitas vezes, à sublimação do vivido, tanto individual quanto coletivamente, na partilha de uma identidade histórica.


QUINTA-FEIRA, 6 DE NOVEMBRO

14h30: “A mulher em Guimarães Rosa e Machado de Assis: Há como desvendar o enigma de Capitu e Diadorim?”
Audemaro Taranto Goulart, Benjamin Abdala Júnior, Márcia de Morais, Marli Fantini. Mediação Elzira Perpétua

O debate tentará traçar um paralelo entre duas das mais importantes personagens femininas da literatura brasileira. O que permite aproximar Capitu e Diadorim é o mistério que se oculta nas névoas dos “olhos de ressaca” e no verde do olhar que reproduz a magia lisérgica do sertão reinventado. Há alguma identidade na dor que se adivinha na fímbria desses olhares? Alguns dos maiores especialistas em Machado de Assis e Guimarães Rosa estarão reunidos no Fórum das Letras para ajudar a revolver esses enigmas.

16h30: “O mistério do encontro entre Letra e Música”
Celso Adolfo, Fernando Brant, Pasquale Cipro Neto. Mediação Jorge Fernando dos Santos

O poema é composto de imagens e música, de tal forma que, muitas vezes, o ritmo é perceptível, mesmo que jamais se transforme em canção. A música é parte intrínseca do poema. Se o ritmo é um dos mais importantes elementos da palavra poética, podemos dizer que a letra já nasce com música? Ou é o contrário: é a música que nasce primeiro e sugere a letra? Quais os segredos para que o encontro entre letra e música seja perfeito?

18h30: “Três olhares sobre o romance noir”
Martin Brock (Alemanha), Peter Robinson (Inglaterra) e William Gordon (Estados Unidos). Mediação Cora Rónai

O Fórum das Letras promove um encontro inédito entre três mestres da literatura policial e de suspense, de nacionalidades diversas, para debater as diferentes perspectivas de produção do romance noir e a recepção desse gênero em seus respectivos países.

SEXTA-FEIRA, 7 DE NOVEMBRO

9h30: Literatura em cena especial – Oferecimento BNDES
Apresentação da mesa: João Luiz Martins, reitor da Universidade Federal de Ouro Preto – UFOP; Angelo Oswaldo de Araújo Santos, prefeito de Ouro Preto; e Paulo Brant, secretário de Cultura do Estado de Minas Gerais

1808 – A invenção do Brasil
Laurentino Gomes, Fuad Yazbeck, Francisco Seixas da Costa (embaixador de Portugal no Brasil). Mediação: Otávio Elíseo

A história da relação entre Brasil e Portugal é tema que oferece continuamente novas interpretações, desde as controvérsias sobre a chamada “descoberta” do Brasil. A vinda da Família Real Portuguesa mudou completamente os rumos esperados e deu à nação brasileira a conformação que tem na atualidade. As diferentes abordagens desses autores, literária e ensaística, serão debatidas à luz de perspectivas de ambos os países. Esse encontro promete!

Espetáculo “O poeta de todos nós”
Poemas de Marly Oliveira interpretados por Lauro Moreira – embaixador da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa – CPLP, com música de Pedro Braga

14h30: “Qual a chave da construção do romance?”
Ana Maria Gonçalves, João Batista Melo, Luiz Ruffato, Maria Esther Maciel. Mediação Almir de Freitas

Em um momento em que os limites entre os gêneros literários se dissolvem, o que podemos dizer que seria o “romance”? Quais as preocupações dos autores ao realizar obras dentro desse gênero? Quais as dificuldades, limites e compensações? Por que o romance ocupa, ainda hoje, um lugar tão privilegiado na preferência do público leitor? Os processos de criação, métodos de trabalho e como surge e é desenvolvido o tema de um romance serão as questões debatidas por alguns dos mais interessantes romancistas do Brasil na atualidade.

16h30: “Lendo livros que não existem mais”
Jacyntho Lins Brandão, Roger Chartier (França). Mediação Maria Clara Versiani Galery

Temos notícias, por diversos textos e documentos antigos, de importantes obras que um dia desapareceram. Esse foi o tema, por exemplo, do aclamado livro O nome da Rosa, de Umberto Eco, uma interessante ficção sobre as razões do desaparecimento do livro sobre a Comédia, realizado por Aristóteles, na Antiguidade. O Fórum das Letras traz dois grandes especialistas em história do livro e da leitura, para lembrar títulos que não existem mais, mas deixaram traços essenciais na história da humanidade, bem como livros que foram inventados por importantes autores, como Jorge Luís Borges, Bolaño, Shakespeare e Luciano de Samósata, entre outros.

18h30: “Poesia do encontro”
Rubem Alves e Elisa Lucinda

A palavra encontra o papel, o autor encontra a imagem que vai traduzir sua idéia, o leitor se encontra com uma sensação que já conhecia, mas que nunca havia formulado claramente antes. Poesia é a arte do encontro. E do encontro de Elisa Lucinda e Rubem Alves só se pode esperar beleza, encantamento. Somos partícipes da fulminante intimidade que nasceu entre esses autores, segundo as palavras de Gilberto Dimenstein, no prefácio do livro que Elisa Lucinda e Rubem Alves fizeram, o qual emprestou seu título a esta mesa.

SÁBADO, 8 DE NOVEMBRO

14h30: “A boa crônica tem receita?”
Alberto Villas, Antonio Carlos Gaio, Luís Giffoni, Manuel Costa Pinto. Mediação Marcia Tiburi

A crônica é, talvez, o gênero literário que encontrou, no Brasil, uma expressão mais própria. Flashes do quotidiano, comentários sobre o mundo e a política, reflexões pessoais, tudo parece matéria passível de ser aproveitada pelo cronista. Porém, o que faz o encanto da crônica para o público leitor? Por que algumas crônicas se tornaram documentos antológicos sobre a realidade brasileira?


16h30:
“Quais as estratégias de captura da atenção do leitor no romance noir?”
Francisco José Viegas (Portugal), Lourenço Mutarelli, Marçal Aquino. Mediação Alécio Cunha

A literatura noir é um dos gêneros literários que mais exige que o escritor domine a relação com o leitor. A atmosfera densa e sombria, os personagens ambíguos e a narração subjetivada constroem uma atmosfera em que a tática consiste em revelar aos poucos, em ampliar a tensão ao ponto de tornar o leitor partícipe da trama. Haveria uma fórmula para construir com eficácia esse jogo de sombras e luzes?

18h30: “Onde pulsa o segredo do conto?”
Eric Nepomuceno, Jerônimo Teixeira, João Carrascoza. Mediação Guiomar de Grammont

García Márquez disse, certa vez, que fazer um romance é como assentar ladrilhos em uma parede, enquanto produzir um conto seria como erigir uma parede de concreto. O que torna o conto mais contundente? Os processos de criação de um escritor, seus rituais de escritura influem mais no conto do que em outros gêneros literários? É diferente a forma como surge e é desenvolvida a idéia em um texto curto? Haveria como definir o “bom” conto?


DOMINGO, 9 DE NOVEMBRO

14h30: “Os mistérios não gostam de ser nomeados”
João Gilberto Noll. Mediação Luís Alberto Brandão

O título da mesa faz referência ao livro delirante de João Gilberto Noll, intitulado Acenos e Afagos, em que o protagonista consome-se em uma errância na escuridão noturna do sub-mundo em busca de qualquer gesto capaz de substituir um objeto de desejo sufocado na memória. Passa a viver, então, o que o narrador chama o “teatro latente”: o mundo do dia é aquele em que vive uma máscara de si mesmo. Ser noturno, ele se consome nessa “fome impossível”, como um vampiro. Inclusive, como esses seres, experimentará uma espécie de ressurreição do túmulo. A claustrofóbica trajetória do narrador protagonista – expressa na linguagem imagética e elíptica do autor – é um mergulho no mistério do amor sem redenção possível.

16h30: “Qual a medida entre a palavra e o silêncio na poesia?”
Chacal, Jorge Melícias (Portugal), Luís Serguilha (Portugal), Nelson Saúte (Moçambique), Nicolas Behr. Mediação Sérgio Fantini

O que é o silêncio na poesia? A palavra é feita de silêncio? A busca de uma poesia mais profunda, visceral, mais próxima do corpo é uma tendência que, no limite, levaria ao absoluto silêncio? Poesia é um dos gêneros que mais se presta à experimentação e o poeta é um transgressor – de idéias, linguagens e conceitos. Talvez, por esse motivo, o gênero seja considerado, muitas vezes, como de ‘difícil acesso’, pois exige de seu leitor um pouco mais de tempo, reflexão e intimidade com as palavras, entre outras questões importantes para o estabelecimento do diálogo entre autor e leitor. Qual o sentido e o lugar da poesia hoje, diante de tantos novos suportes?


* Programação gratuita.

Todos os debates vão acontecer no Centro de Artes e Convenções da UFOP.

Endereço: Rua Diogo de Vasconcelos, 328 – Pilar – Ouro Preto-MG

Postado por: Felipe Bianchi dos Santos

Published in: on 5 novembro, 2008 at 5:25 pm  Deixe um comentário  

Sobre o Fórum das Letras

HISTÓRIA

Promovido pela Universidade Federal de Ouro Preto – UFOP e idealizado pela escritora Guiomar de Grammont, o Fórum das Letras de Ouro Preto foi concebido com a intenção de promover o diálogo entre autor e público participante, além de valorizar a importância de Ouro Preto, cidade pela qual passaram ou viveram escritores de várias escolas ao longo da sua rica história cultural.

A primeira edição do evento, realizada em 2005, contou com a participação de importantes nomes, como Adélia Prado, Affonso Romano Sant’Anna, Alice Ruiz, Ana Miranda,  Fabrício Carpinejar, Ignácio de Loyola Brandão, Luiz Ruffato, Marina Colasanti e Zuenir Ventura. Nos anos seguintes, estiveram presentes, dentre outros, Cristovão Tezza, Luís Fernando Verissimo, Marçal Aquino, Marcelino Freire, Nelson Motta, José Miguel Wisnik e Sérgio Sant’Anna; além dos estrangeiros Asne Seierstad, Efraim Medina Reyes, Francisco José Viegas, Inês Pedrosa, José Eduardo Agualusa, José Luís Peixoto, Laure Adler, Miguel Gullander, Nelson Saúte e Ondjaki. A seleção, que reflete o cuidadoso trabalho de curadoria exercido, oferece um amplo panorama do que de melhor é produzido pela literatura mundial.

Em abril de 2008, o encontro originado em Ouro Preto ganhou versão portuguesa e reuniu, em Lisboa, autores do Brasil, África e Portugal. Com o tema “Portugal, Brasil, África: O princípio da aliança”, o evento se propôs a discutir a identidade e a diversidade da literatura produzida nos países de língua portuguesa. Organizado por Guiomar de Grammont juntamente com a escritora Inês Pedrosa, diretora da Casa Fernando Pessoa, o Letras em Lisboa teve duração de quatro dias e contou com a participação de escritores, críticos, editores e interessados em literatura em geral. O sucesso foi tanto que a segunda edição do evento já está marcada, e deve acontecer entre os dias 6 e 10 de maio de 2009, na Casa Fernando Pessoa e no Teatro São Luís, em Lisboa.

Também para o próximo ano, data de celebração do ano da França no Brasil, o Fórum das Letras terá sua primeira edição em Paris, em um seminário de dois dias integrado ao Festival de Cinema Brasileiro, que já ocorre na França há dez anos. O tema escolhido foi “Jornalismo, História e Ficção”, e o assunto será debatido por alguns dos maiores ensaístas e jornalistas franceses e brasileiros, que têm encontro marcado na Cidade Luz para trocar idéias e celebrar o mútuo fascínio que sempre caracterizou as relações entre os dois países.  (retirado do site oficial do Fórum das Letras)

FÓRUM DAS LETRINHAS

As crianças se tornarão as verdadeiras protagonistas do universo literário durante a realização do Fórum das Letrinhas, marcado para acontecer entre os dias 5 e 7 de novembro, em Ouro Preto. Durante três dias, diversas ações de incentivo à literatura vão envolver o público infanto-juvenil em um mundo lúdico, permeado pela presença de autores, apresentações teatrais e contações de histórias (trocas literárias). A previsão é que mais de 3 mil crianças participem do projeto.

Confirmaram participação no encontro os escritores Rubem Alves, Léo Cunha, Mário Vale e Thalita Rebouças. Estão previstos debates entre os autores e alunos da rede pública e privada de ensino, com profunda imersão na obra de cada um dos participantes.
Para isso, antes do início das palestras, previstas para acontecerem no Teatro Municipal de Ouro Preto, serão realizadas esquetes teatrais baseadas em temas recorrentes nos livros dos autores convidados. O trabalho será promovido por alunos de Artes Cênicas da Universidade Federal de Ouro Preto – UFOP, instituição promotora do evento, com o objetivo de integrar a literatura ao teatro e despertar a curiosidade dos pequenos leitores para o mágico universo das letras.
Esta será apenas uma das iniciativas que diferenciam esta edição do Fórum das Letrinhas das anteriores. Em 2008, o foco central será a inserção da comunidade na literatura, meta reforçada por programas como a Biblioteca da Família, que promete expandir o sucesso alcançado no ano passado; a Troca Literária, que vai promover um intercâmbio de alunos que serão os contadores de histórias para escolas vizinhas; o Doutores da Leitura, adaptação do já conhecido projeto Doutores da Alegria; o Varal da Leitura, que vai levar literatura às feiras de Ouro Preto; e a Oficina de Poesia voltada para crianças.
As ações foram pensadas pela curadora do Fórum das Letrinhas, Adriana Mel, que ocupa o cargo desde a primeira edição do evento. “Nossa preocupação, como nos anos anteriores, se baseou no desenvolvimento de projetos que tivessem o incentivo à leitura como foco principal. Em 2008, no entanto, as iniciativas foram enriquecidas pelo viés social, pois vamos levar a literatura para aqueles locais onde ela normalmente não está presente”, ela conta.

Sobre o Fórum das Letrinhas

FórumO evento é realizado paralelamente ao Fórum das Letras de Ouro Preto, que, este ano, acontecerá entre os dias 5 e 9 de novembro, com o tema “Literatura e Mistério”. Este será o quarto ano da iniciativa que, anualmente, reúne centenas de escritores na cidade barroca que se tornou referência no cenário cultural brasileiro. O Fórum das Letras foi idealizado pela escritora e diretora do Instituto de Filosofia, Artes e Cultura da Universidade Federal de Ouro Preto – UFOP, Guiomar de Grammont. (retirado do site oficial do Fórum das Letras 2008)
Postado por: Felipe Bianchi dos Santos
Published in: on 5 novembro, 2008 at 4:49 pm  Deixe um comentário